Caminhos da vida

 

 

Estradas que se curvam


Caminhos tortuosos


Em becos escuros


Cortinas que se fecham.

 

Vendo a platéia emudecer


Eu volto ao meu camarim


Olhando através do espelho


A vaga esperança chegar ao fim.

 

A vida passa lá fora


Num falso brilho sem cor


Em cada esquina procura

                                        O olhar desvairado desse amor.

 

Assim sigo meu caminho


Entre pedras e espinho


Uma porta se enclausura


A alma perdida e obscura.

 

Já não tenho mais segredo


Uma Triste solidão a travar


Sonho escorre entre os dedos


A morte já põe se a cantar.

 

Alzira Souza (Mendi)

 

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