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Devaneio
Perdida
entre
sonhos
Lembrando
tempo
vivido
Da
chama
ardente
da
paixão
De
um
amor
que
não
morreu
Apenas
ficou
adormecido.
Nossas
almas
se
cruzavam
Nossos
corpos
entrelaçados
Levando
ao
êxtase
sem
pudor
Como
serpentes
enroscadas
Nossos
corpos
banhado
em
suor.
Entre
fracos
gemidos
delirante
Nossos
corpos
em
completa
nudez
Um
ímpeto
crescente
vindo
de
mim
Respiração
cada
vez
mais
ofegante
Sentindo
rebento
gozo
chegar
ao
fim
Não
houve
trocas
de
palavras
Nem
vulneráveis
promessas
No
peito
ficou
a
mudez
Os
amantes
tinham
pressa
E
no
prelúdio
desse
sonho
No
adjudicar
pela
ultima
vez.
Alzira
Souza
(Mendi)
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