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Doce infância
Eu
Me
lembro
ainda
garota
Brincava
na
beira-mar
Correndo
a
sorrir
Meus
cabelos
a
balançar
No
meu
Ser
infante
Toda
eficácia
bramia.
Com o mar em furor insano
Vivendo
sem
nada
temer
Na
areia
meu
castelo
edificava
Sem
ver
o
tempo
nublar.
Fui ao chão com o possante vento
Sem
ninguém
para
me
amparar
E
com
a
voz
em
lamúria
assentei
a
choramingar.
Uma medalhinha no pescoço
Contra
o
peito
circundar
Era
tudo
que
me
resguardava
Da
fúria
das
ondas
do
mar.
Der repente o mar serenou
Logo
veio
à
calmaria
Sendo
resguardada
Pela
Virgem
Maria
Nossa
Senhora
dos
Navegantes
Estava
ali
para
me
auxiliar
Salve
rainha
do
mar
Salve
minha
mãe
Iemanjá.
Alzira
Souza
(Mendi)
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