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Lamento
de
uma
flor
Sou
flor
singela
de
rara
beleza
Mas
sou
frágil
e
sensível
ao
raio
do
sol
Tenho
vida,
mas
sou
criatura
indefesa.
Um
ser
insensível
veio
talhando
arvores
Destruindo
tirando
o
meu
direito
de
viver
Sinto
que
estou
a
fenecer
em
cada
arrebol.
Eu
que
vivia
ditosa
e
alinhada
Meu
perfume
em
cada
manha
exalava
Quando
numa
mesa
eu
era
adornada
Em
um
ramalhete
os
amantes
eu
aproximava
Nas
mãos
do
poeta
eu
fui
à
inspiração
Dos
músicos
fui
às
letras
e
a
eterna
canção.
Estou
sentindo
enfraquecida
O
sol
escaldante
a
me
molestar
Nem
lágrima
da
chuva,
nem
chão
orvalhado.
Minhas
folhas
estão
secando
e
caindo
Minhas
pétalas
estão
se
diluindo
E
com
esse
aniquilamento
vejo
minha
morte
chegar.
E
nesse
lamento
sentindo
abordar
seu
fim
Para
mãe
natureza
fez
seu
ultimo
pedido
Nos
derradeiros
suspiros
foi
logo
dizendo
assim.
Querida
mãe
minhas
forças
se
esgotaram
Não
adiantou
implorar
por
ostentação
Mas
minhas
sementes
na
terra
ficaram
Para
dar
continuidade
a
minha
criação.
Querendo
dividir
todo
seu
sentimento
A
mãe
natureza
todas
as
arvores
chamou
Gotas
de
água
jorraram
naquele
momento
Eram
lágrimas,
pois
toda
a
árvore
nessa
hora
chorou.
Molhando
a
terra
dando
vida
aquelas
sementinhas
Pois
quem
ama
chora,
e
quem
não
chora
nunca
amou.
“Tudo
que
nasce
cresce
e
morre
tem
vida
própria”.
“Então
não
destrua
a
natureza,
não
roube
uma
vida”.
Alzira
Souza
(Mendi)
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