Meu sorriso

 



Meu sorriso foi algo imperioso,


sorrisos de alma, eram naturais!


Mas você calou em meus lábios


com contingentes palavras fatais.


Desprezíveis e coalhadas de ironia.


Roubou-me a paz da alma


laqueou junto meu caminho.


Meu amor foi toado de zombaria


coroando-me a alma de espinho.


Restaram-me apenas sonhos

 
envoltos em pesadelo


e na penumbra das vagas noites passadas,


meus olhos se arrastam em cegueira.


Sou como uma andorinha de asas quebradas


Sou como artilheiro que perdeu a guerra


Sou a lágrima e a dor da sementeira


Sou a esperança decaída


Sou barco que perdeu direção.


Sou o tempo que passou


Sou a triste lenda de um livro,


Somente com uma página virada.


Sou a mulher que tanto te amou.

 



Alzira Souza (Mendi)

 

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