Minha história

 

 

Época errada eu nasci

Inverno frio e sonolento

Mas a criança de outrora

Logo cai no esquecimento

 

O mundo negou abrigo

Minha vida se diluiu

Uma caminhada errante

No corpo um calafrio

 

No silencio da noite

Meu corpo a entregar

A cada homem na esquina

Para o seu desejo saciar

 

Minhas entranhas rasgando

Da alma lágrima a derramar

Com coração sangrando

Minha vida a abrumar.

 

Despida deste cruel pecado

Nas trevas do meu viver

Como maquina do sexo

Aceito tudo sem nada dizer

 

O tempo vai passando

Noites sortidas sombrias

Lutando para sobreviver

Numa vida sem alegria

 

Essa é minha história

Para teus olhos aguçar

Mulher da vida,

Mariposa da noite

É assim que a sociedade

De continuo vai me rotular

 

 

            Alzira Souza (Mendi)

                        18/12/007

 

 

 

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