Noite de inverno

 

 

Refúgio do silencio.

Uma alma sangrenta

Este querer sem ter,

Nessa sede turbulenta.

 

Meu corpo carente

Numa chama que alucina

E este coração impotente,

Não pondera, nem domina.

 

São devaneios rasgados

Desprovidos desse amor

Estes desejos desvairados

De experimentar o teu calor.

 

 

No cítrico sabor de pecado

No olhar restou o blecaute

Deste amor deslumbrado

Mais um delírio disseminou

 

Alzira Souza (Mendi)

 

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