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Palco
da
vida
No
teatro
da
vida
eu
sempre
vivi
a
representar
Às
vezes
rindo,
amando
Quase
sempre
dramatizando
Visto
que
abstruso
é
sorrir
sem
amar
Como
um
autor
no
papel
de
palhaço
A
cada
alvorecer
abrem-se
as
cortinas
Para
um
novo
show
germinar.
Mas
a
platéia
silencia,
não
existem
aplausos
As
cortinas
se
laqueiam
acabando
assim
a
fábula.
Ouço
vaiar
no
silêncio
do
entardecer!
O
palhaço
não
teve
alegria.
Entorpecida
em
meu
quarto
fico
avaliar
Como
será
o
novo
dia.
Purifico
meu
aspecto
protegido
pela
maquiagem
A
vida
precisa
prosseguir
Do
chocarreiro
fica
a
imagem,
permanecendo
só
os
fragmentos
De
uma
história
mal
existida
que
só
restou
consternação.
··.
Alzira
Souza
(Mendi)
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